Crepúsculo (Twilight)

27/12/2008

Ficha Técnica
Elenco: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Billy Burke, Peter Facinelli, Elizabeth Reaser, Nikki Reed, Ashley Greene, Jackson Rathbone
Direção: Catherine Hardwicke 
Estréia: 19 de dezembro de 2008

Análise Crítica

Àqueles que são fãns de “Van Hellsing”, “Anjos da Noite” e “Anjos da Noite” não esperem que este filme agradará com um enredo cheio de sangue, transformações e gritos. Na realidade, que eu me lembre, não há sequer derramamento de sangue – talvez no final do filme.

O filme é uma história de amor e agradará muito mais ao público que gosta de filmes como “Uma Linda Mulher” e “Titanic”. Infelizmente, o filme não é de terror nem de suspense. Fiquei de certa forma desapontado. A verdade é que o filme é romance e desapontará a todos que esperarem ver um novo Drácula.

Chamou-me atenção ao fato de que o filme traz de certa forma uma sensação de calma, uma pacacidade misturada a uma performance clean e bastante agradável. Uma historinha de amor e aventura água com açúcar. Nada mais.

Análise Historiográfica

Bella é uma adolescente que sai da casa de sua mãe, no sul dos Estados Unidos e parte para uma pequena cidade, Forks, Washignton. Sob a tutela de seu pai coruja, um policial do distrito, ela se vê cercada de novos amigos e adaptação na nova cidade.

Com sua caminhonete vintage, dada pelo pai para ir para a escola, ela é a nova vítima de bulling da cidade. No círculo social da escola ela se atrae pelo garoto albino e esquisito, pertencente a irmandade fechada e isolada na escola de carros caros e estilos próprios.

Aos poucos, com situações convenientes, ela conhece o garoto que apesar de apaixonado por ela não quer demonstrar seu amor e aproximação. Com o passar dos dias, ela procura a história local narrando acontecimentos esquisitos sobre a família.

Finalmente o amor transparece os limites da barreira de serem intocáveis e ela conhece os segredos da família mais excêntrica da cidade.

A família mantém tradições milenares e é um covil de vampiros felizes e contentes. Bella entra como a nova membro. A namorada do filho solteiro do casal de vampiros. Entretanto, ela é humana. A aventura será protegê-la da raça de vampiros e tentar viver um romance normal e feliz.


Max Payne (Max Payne)

21/12/2008

Ficha Técnica
Elenco: Mark Wahlberg (Max Payne), Mila Kunis (Mona Sax), Beau Bridges (BB Hensley), Ludacris (Jim Bravura), Chris O’Donnell (Jason Colvin), Donal Logue (Alex Balder), Amaury Nolasco (Jack Lupino), Kate Burton (Nicole Horne), Olga Kurylenko (Natasha), Rothaford Gray (Joe Salle), Joel Gordon (Owen Green), Jamie Hector (Lincoln DeNeuf), Andrew Friedman (Trevor), Marianthi Evans (Michelle Payne), Nelly Furtado (Christa Balder), James McCaffrey
Direção: John Moore
Estréia: 31 de outubro de 2008

Análise Crítica

O filme em si é meio solto. Você, que provavelmente nunca jogou os consoles do jogo Max Payne e desconhece a história do personagem só entende o que está acontecendo no meio do filme, antes disso você perde muitas informações que está destruncadas e perdidas no emaranhado da história.

O cenário de Max Payne revive o que li certa vez ser uma mistura de Sim City (aquele filme esquisito preto e branco) com Constantine (aquele outro filme estranho de demônios e aparições sobrenaturais). De certa forma o comentário é verdade, e isso se deve ao fato do filme ser estático e monótono no cenário baseado numa grande cidade obscurecida e noturna. Quanto ao segundo elemento citado, o filme Contantine, se atribue o fato do filme ser voltado ao público jovem  que ja jogou e devido aos toques de capricho ao tentar demonstrar o efeito da droga Valquíria nos personagens. Esta froga, Valquíria, é um elemento do filme que passa uma sensação de euforia e é adicionada ao efeito de síndrome de perseguição – a perseguição é por seres míticos nórdicos de aparência semelhante a grifos. 

No caso, há muitos erros de interpretação por parte da crítica de cinema em achar que os seres sobrenaturais são elementos do filme, quando são apenas o barato da droga e não personagens do enredo.

Análise historiográfica

A história base é a de um policial que perde sua família por assassinos do tráfego. Em busca da vingança, Max muda-se ao setor burocrático do departamento de polícia onde pode acompanhar mais proximante os embargos de investigações e análises criminais.

Max Payne, seguindo uma pista decide investigar Natasha, por estar envolvida na máfia russa. Após um encontro não bem sucedido com Max, na volta ao seu lar, ela é morta. Max é tido como suspeito e segue pistas como chamadas telefônicas e uma tatuagem ligada aos membros da máfia – uma asa de um ser mitológico.

A irmã de Natasha, Mona o persegue para vingar a morte de sua aimã e acompanhando o progresso do Max, até então seu alvo, vê que ele não é o criminoso.

Agora, a dupla busca a verdade e percebe que a droga é um segredo militar, um projeto não bem sucedido. Ao suceder do fiilme, vêem que o principal suspeito, Lupino é um fantoche do mestre mentor da investigação.


Madagascar 2 (Madagascar: Escape 2 Africa)

13/12/2008

Ficha Técnica
Elenco: Ben Stiller (Alex), Chris Rock (Marty), David Schwimmer (Melman), Jada Pinkett Smith (Gloria), Sacha Baron Cohen (Rei Julien), Cedric The Entertainer (Maurice), Andy Richter (Mork), Tom Mcgrath (Capitão), Christopher Knights (Recruta), Chris Miller (Kowalski), Bernie Mac (Zuba), Sherri Shepherd (Mãe de Alex), Alec Baldwin (Makunga), Will.i.am (Moto Moto)
Direção: Eric Darnell e Tom McGrath
Estréia: 12 de dezembro de 2008

Análise Crítica

As animações estão cada vez mais presentes no cenário cinematográfico. As animações constituem um novo ritmo e um filme com características próprias. Na animação o investimento maior não são necessariamente nos atores, mas na arte digital e suas divisões. Obviamente há gastos com atores como qualquer filme porque as dublagens são normalmente de atores famosos e renomados.

Assisti Madagascar – o primeiro e o segundo filme – e mais uma vez, no erro de filmes que têm continuação a impressão é que houve a quebra da história original. Como o filme não foi projetado pelo enredo para ter uma continuação, como no caso de uma trilogia, ele deixa a desejar quanto à cadência da história. Achei a história solta e tão boba quanto ao primeiro filme.

Além disso ainda percebi alguns elementos ideológicos que por alguns são chamados de mensagens subliminares. Não sei até que ponto tais mensagens interferem na neurolinguística do processo, mas o que me interessa é a mensagem e o intuito de passá-la. Os trechos que vi, sob um olhar um tanto quanto literário mas com embasamento nos elementos do filme foram de uma velhinha de personalidade forte que tem a silhueta de sua própria sombra a estátua da liberdade. Isso representa que os Estados Unidos têm como qualidades a característica da senhora: força e vigor. Ainda na parte política o filme deixa claro a quem o assiste que a África é um poço de diamantes e ouro, com potencial a ser explorada. Além disso, achei que ficou muito claro – pelo discurso dos pais e do jeito como o problema foi apresentado – que o leão Alex, personagem principal, faz uma alusão ao modo como um adolescente conta aos seus pais que é homossexual. De maneira semelhante o casal do final do filme, Glória e Melman tendem a representar um casal de sexualidades distintas. A percepção é passar que a diversidade é natural e randômica. Muito premeditado fazer coincidências lúdicas ao público infantil que não seleciona ideologias. Não sei se todos concordam, mas como um crítico de cinema pude ver o que somente com cautela se pode perceber.

Análise Historiográfica

A história é a narração dos personagens Leão Alex, a Hipopótomo Glória, a Girafa Melman (é um macho) e a Zebra Marty na volta de Madagascar ao zoológico de Nova Iorque, entretanto, o avião cai na selva africana – por mera coincidência, olha só, é a terra natal do Leão – no novo habitat o grupo interage com os habitantes locais, vivendo como animais na natureza e não no zoológico. A senhora vigorosa que leva a sério as aulas de autodefesa do primeiro filme também reaparece, desta vez ela é uma visitante que faz safári na África. O Rei Julien, o criador da rave das selvas, também viaja no avião. A história da voltas e no final o contato com a natureza gera tranqüilidade e os personagem se adaptam ao novo local e abandonam a idéia de voltar à Nova Iorque.


Romance (Romance)

11/12/2008

Ficha Técnica
Elenco: Wagner Moura, Letícia Sabatella, Andréa Beltrão, Marco Nanini, José Wilker, Vladimir Brichta, Edmilson Barros, Tonico Pereira, Bruno Garcia
Direção: Guel Arraes
Estréia: 14 de novembro de 2008

Análise Crítica

Não sou muito fã de filmes com tendências ao impossível e ao inevitável, logo não gosto de romances. Esta é a visão comum e esteriotipada de filmes desse gênero. Entretanto este filme, que aliás me surpreendeu em muitos aspectos – positivamente – não está nem tão longe da realidade nem tão impróprio de ser classificado como romance. Um filme a ser avaliado com bons olhos. 

Devo dizer primeiramente que ao lembrar do que estou acostumado a ver quanto aos filmes brasileiros esse realmente é atípico. Lembrei-me antes de começar a assisti-lo que é normalmente é comum encontrar cenas de sexo e apelações inadequadas da produtora Globo. Isso me deixou desanimado. O filme apesar de realmente ter uma cena ou outra de sexo e exposição artística corporal me agradou. Não é exagero nem desnecessárias as cenas de nudez. Isso é um ponto positivo ao cinema nacional.

A história é fraca e sem rumo, algo menos previsível que uma novela. Ainda assim é com objetivo de descontração e cadenciamento à história romântica. O filme é talentosamente cultural, pois mescla a história teatral de Tristão e Isolda e real no sentido de ser factual atendendo a lugares comuns que os relacionamentos modernos enfrentam – brigas de casais por motivos fúteis, problemas quotidianos de grandes cidades e bastidores do teatro e cinema.

Análise Historiográfica

A história é simples de um casal talentoso de atores de teatro. Wagner Moura roterista e idealista conhece a  Letícia Sabatella através de um teste para contracenar ao seu lado. Apaixonado ele engaja em um relacionamento com ela e nada poderia ser melhor que contracenar a peça de casais apaixonados, Tristão e Isolda, ao lado da amante.

Tudo vai às mil maravilhas até que ela, reconhecida por um famoso recebe a proposta de ser atriz de teledramaturgia. O Wagner Moura (Capitão Nascimento) não aceita. Como namorado expõe que aceitar a proposta seria submeter a adequar o teatro ao público, sendo assim um enfraquecimento do roteiro que passa a ser folhetinesco. O casal separa.

Anos após, agora ela é famosa e atriz de novela ela quer trabalhar na idéia da peça que eles contracenavam e chama seu ex para ser roterista. Ele, contrariado pelo fato de se dirigir ao público de massa, aceita por sua amada. O filme que é gravado narra o pensamento dos personagens e amadurecimento das idéias preconcebidas. É interessante ver que inflexível, a personagem de Wagner (Pedro) até o fim do filme vê ainda que a história deve ser contada de acordo com a original, não sendo sucetível ao agrado do público.


Ensaio sobre a Cegueira (Blindness)

02/10/2008

Ficha Técnica
Elenco: Julianne Moore, Danny Glover, Alice Braga, Mark Ruffalo, Gael García Bernal, Don McKellar, Maury Chaykin, Martha Burns
Direção: Fernando Meirelles
Estréia: 12 de setembro de 2008

Análise Crítica

Filme com boa intenção. Mostra através de exemplos e parábolas a condição desgraçada do ser humano. O objetivo principal é retratar dramaticamente que o ser de natureza negra, podre e desgraçada. O filme é na verdade, um ponto para ser analisado não pela história – que apesar de possível é improvável. O filme é para ser um veículo condutor para uma idealização de personagens ricos e complexos que o levam a uma rica experiência de situações e sentimentos facilmente perceptíveis.

A direção é brasileira, o filme ressalta em um pequeno trecho música regional brasileira – que poucos reparam -, e seu elenco agrega muitos atores estrangeiros e astros da performance cinematográfica atual. Além disso, o filme é uma alusão ao preconceito, tendo no elenco etnias branca, preta, sino e latina concomitantemente. A escolha do elenco com tanta diversidade é um ponto a ser visto como parte do filme em si.

Análise Historiográfica

Com o papel principal e sem roubar a cena de nenhum personagem, Julianne Moore é esposa de um médico de personalidade fraca que a conduz em situações de grande valia. A história é de um vírus desconhecido se alastra pela cidade japonesa que eles habitam e conduz seus portadores à cegueira. A cidade é isolada dos portadores que são retidos em um asilo decadente e sujo. A personagem de Julianne quer a todos os custos proteger seu marido cego e se entrega a ser retida com os portadores sem ser contaminada pelo vírus.

Apesar da cegueira ser física o filme esclarece ]a todos os momentos ser um fato de cegueira de caráter e personalidade.

Em vários momentos há o retrato comovente de condições às quais o ser humano submete o outro. Tristes realidades de prostituição, preconceito racial, mentiras, roubos, estupros e deslocamento de valores. A personagem de Julianne Moore, por ser a única saudável no recinto é aquela que pode intervir em todos os pontos de julgamento e escolhas ante aos problemas do local, entretanto não faz nada. Não reage para tomar conta da situação de nada. Um contraponto é analisar que apesar de ela ver, ela se cega ante a tudo que ela pode controlar, enquanto que os cegos muitas vezes são mais proativos e eficientes no controle social.

O cenário muda depois da descrição dos personagens e da cegueira e o asilo é incendiado e eles passam a voltar à civilização. A civilização é retratada como se tivesse sofrido uma catastrófica experiência, a cegueira.

Os personagens são abrigados na casa do casal e o vírus da cegueira é imunizado coletivamente pelo corpo e todos os cegos voltam ao normal. Contudo, a única que não ficou cega percebe que na realidade é mais cega ante todos. Cega por poder ver, entretanto não enxergar.


Controle Absoluto (Eagle Eye)

01/10/2008

Ficha Técnica
Elenco: Shia LaBeouf, Michelle Monaghan, Rosario Dawson, Billy Bob Thornton, Ethan Embry, William Sadler, Eric Christian Olsen
Direção: D.J. Caruso
Estréia: 26 de setembro de 2008

Análise Crítica

De movimentação rápida e ação que não demora muito para começar. É um filme de ação similar aos filmes mais tops que se encontram na indústria. As cenas são de ótima qualidade, indescritível senso de movimentação que permite ao expectador não se perder entre uma trama mal feita no seu início, que há casamento de todas as cenas sem que você se perca entre nenhuma. Ação que além das explosões e cenas comuns entre os filmes do gênero da ação o permite se destacar pela história incomum e seu desenvolvimento sem tantos problemas de clichês.

Análise Historiográfica

Os núcleos são uma mulher com seu filho, uma mãe superprotetora. E também um homem com uma vida largada e com um irmão gêmeo que é um gênio da computação, agora morto. Filme contado em partes cortadas compreende a história-surpresa de que uma voz em telefone une os dois núcleos controlando-os em nome de uma missão secreta com acesso a todos os aparatos inimagináveis do ramo científico-informacional. A voz é, na verdade, um supercomputador que tem acesso ilimitado a tudo que controla e necessita do casal pra executar políticos em nome da humanidade. Na realidade a intenção, como se espera de um computador, é não de matar, mas de proteger uma situação segundo sua lógica computacional que fora uma vez criada pelo irmão do personagem. O interessante do filme é refletir como a tecnologia que os computadores têm controle pode realmente ser utilizada aos malefícios demonstrados no filme. O filme obtém sucesso a não somente demonstrar seu lado hi-tech, como também envolver a parte geográfica que mostra o mundo globalizado como realmente poucos vêem.